terça-feira, 17 de novembro de 2015

Multipluripan

não sou chegado no mercado
pois sou marcado até dizer chega
pelas teorias que me deixam cega
e a tica crítica me t'enfadado

nem planejo um dia ser publicizado
- no vai e vem a vida me renega
com os filhos do chão que os desemprega
injustamente rejeitados

pra que tanto confete, regua e metro
se a quantidade só interessa
quando da matéria certa?

pra que fingir que eu soneto
se não sou neto de Gregório?
talvez a masculina pressa

Celeste, se leste

ando muito barroco
oco no meio dos extremos externos
do esterno, osso que ora
a cada hora, cada penhora
cada senhora que desce a mão
uma freira que me desse a mão
que me fizesse decolar
ir do mar às nuvens

paro no escuro, claro
perdido pelos entalhes
nas cornijas me desequilibro
pouco rococó rouco

Celeste, se leste este poema
e não entendeste, é porque ele deveria estar em braile



quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Ida e volta

Olá! Tem alguém aí?
Deste lado, tem. Ou melhor, talvez tenha. Ou pior, talvez não tenha. É... acho que não tem.
É o benefício da dúvida
E o benéfico da dívida.
Ou a dádiva de Benfica
Que bem fica em Portugal, ou na Suíça, e não aqui, na Suíça, com seus belos alpes e matreiros bancos, onde acho que não tem ninguém.
Ou, melhor, talvez não tenha. Ou, pior, talvez tenha. Acho que tem!
Então, pare já de fazer perguntas!

sábado, 19 de setembro de 2015

Desautomática

À cátedra que já jaz
meu desatado desacato
escancarado e percorrido
por um relógio que amoleceu
com um tempo escorrido
e um bigode retorcido

Vou desacatar e desobedecer
romper a rampa
a trampa e o trampo
da graforreia catedrática drástica
quebrada
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